O que a Síndrome de Burnout tem a ver com a carreira?

Quando se trata de carreira, vários fatores podem influenciar o comportamento do profissional. Dentre eles podemos citar a motivação, a forma de pensar, o nível de inteligência emocional, o perfil comportamental, entre tantos outros. Uma doença ocupacional tem sido discutida nos últimos anos e ainda é desconhecida por muitos, a Síndrome de Burnout, também conhecida como a Síndrome do Esgotamento Profissional. Esta síndrome é caracterizada pelo esgotamento físico e mental.

A Síndrome de Burnout é decorrente do estresse crônico e de um estado de tensão emocional provocado por  excesso de trabalho ou condições de trabalho desgastantes e provoca danos físicos  e psicológicos.

Alguns perfis profissionais estão mais vulneráveis a ela, como aqueles que são altamente competitivos, gestores com dificuldade de delegar e pessoas com dificuldade de dizer não a projetos e tarefas diárias, pois absorvem grande volume de trabalho para si. Profissionais que são inseguros ou que dependem do reconhecimento dos outros também podem estar mais suscetíveis a Síndrome de Burnout, já que tendem a pensamentos negativos e sentimento de inferioridade.

Os sintomas percebidos nos indivíduos que apresentam a síndrome são insatisfação profissional, desânimo, desmotivação, ansiedade, tristeza, agressividade, isolamento, mudança de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, dificuldade de raciocínio, lapsos de memoria e outros. O profissional tende a ter pensamentos pessimistas e  baixa autoestima. Entre os sinais físicos observados pelos especialistas são enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, e ainda distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares.

É importante que o profissional relate ao médico a realidade do ambiente profissional e também seu próprio comportamento para que o médico possa investigar as possíveis causas do estresse.

O tratamento pode se dar por psicoterapias, por medicações e ações que trazem qualidade de vida como atividades físicas regulares, qualidade do sono, alimentação, etc.

Como prevenção, as empresas devem estar atentas à cultura de exigência de resultados acima de tudo, pois os impactos na saúde e no comportamento do profissional pode se reverter em absenteísmo, desligamento do profissional ou baixa produtividade. E o profissional por sua vez, deve estar atento aos sinais físicos e mentais, optar por equilíbrio entre trabalho e vida pessoal para garantir a qualidade de vida, fortalecer a inteligência emocional.

Os profissionais e empresas que contam com o apoio da metodologia do Coaching, garantem a prevenção da saúde mental e física do trabalhador, uma vez que Coaching desenvolve comportamentos e atitudes que trazem maior equilibrio emocional e qualidade de vida para os coachees (profissionais apoiados pelo processo de Coaching).

(Publicado originalmente no Jornal da Manhã em 07/08/2016)

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