A escolha de uma profissão na adolescência

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Por Fany Michel

Escolher uma profissão não é tarefa fácil, principalmente para os jovens, que ainda não sabem qual querem exercer. A escolha de uma carreira na adolescência é mais um “peso” para alguns deles.

É importante que o jovem opte por uma profissão que combine com sua identidade; que ele sinta segurança e, acima de tudo, prazer em exercer. A opinião de amigos e familiares, e até mesmo da mídia, apresenta determinadas áreas do mercado de trabalho como sendo promissoras, mas para o adolescente, que ainda está em um processo de análise, é uma escolha árdua.

Com a ajuda da minha filha, de 14 anos de idade, conversarmos com um grupo de amigos que cursam o ensino técnico concomitante com o médio em uma escola federal de Minas Gerais, junto com ela. Os jovens com idade entre 14 e 16 anos estão no 1º e 2º ano, em sua maioria, ainda não sabem qual profissão seguir. Alguns já escolheram, mas a família não apoia; outros acreditam que até o 3º ano da escola saberão qual carreira seguir, com ou sem o aval dos pais e parentes; e tantos outros ainda não decidiram.

Antes de tudo, é necessário analisar se a escolha vai proporcionar realização profissional e, principalmente, pessoal. Parafraseando o pensador e filósofo chinês Confúcio, “trabalhe com o que gosta, que você não vai trabalhar um único dia da sua vida”. Sim, exercer um ofício com amor e satisfação, faz a diferença.

Recentemente, uma pesquisa do Projeto 30, Carreira & Vida Financeira, desenvolvido pela Pesquiseria e coordenado pela Giacometti Comunicação, mostrou que no Brasil 52% dos jovens adultos de 30 anos afirmam trabalhar para sobreviver, ou seja, não têm uma atividade profissional da qual se orgulham (http://profissionalenegocios.com.br/a-geracao-frustrada/).

Outro dado alarmante é o alto índice de egresso nas faculdades. De acordo com pesquisas, 40% dos jovens desistem nos primeiros anos de curso, por volta do oitavo mês do ensino superior (https://renatapifer.wordpress.com/2016/04/23/o-que-voce-vai-ser-quando-crescer/).

Pesquisar o mercado de trabalho, compreender a rotina e identificar os prós e contras das atividades profissionais, é uma etapa que não pode ser menosprezada pelos jovens nem pelos familiares. Quanto mais informação sobre uma profissão, maior é o poder de decisão.

Viviane Guerra, Coach Analista Comportamental, atende jovens em seu escritório de Coaching, em Uberaba (MG), que estão na reta final do curso superior e que buscam apoio para saber o melhor caminho para sua carreira profissional. Isto também acontece com profissionais mais maduros, que perceberam que o tempo passou e a realização profissional não aconteceu. “E aí a metodologia do Coaching entra como uma bússola para dar direcionamento necessário para que a pessoa tenha condições de construir a carreira dos sonhos”, relata.

Não existe uma regra que determine a idade mínima para iniciar o processo de Coaching, mas é indicado que seja feito no momento que o adolescente compreenda e sinta, verdadeiramente, a necessidade de refletir e planejar seu futuro profissional.

O Coaching auxilia no processo de autoconhecimento, provocando reflexões que tangem a essência humana de quem está sendo desenvolvido. Desperta-se a consciência da identidade, dos talentos e do propósito. “É possível identificar como o jovem faz suas escolhas e apoiá-lo no processo de tomada de decisão inteligente. Além disso, o processo de Coaching de carreira propõe ações com foco na meta do cliente, que pode ser tanto fazer a escolha certa, quanto como chegar a um objetivo profissional específico.  Ou seja, para que alguém consiga obter resultado com o processo, é necessário promover autoconhecimento; mudar a maneira de pensar e de ver o mundo; enxergar a realidade; definir metas; mudar comportamentos; e ganhar experiência e aprendizado com as ações propostas ao longo das sessões”, informa Viviane.

A tomada de decisão, seja com apoio de um profissional ou não, é preciso considerar o propósito de vida e os valores pessoais; conhecer o próprio perfil comportamental e os talentos que podem ser o diferencial profissional.

Como pais, nós sonhamos com um futuro promissor para nossos filhos; queremos que sejam vencedores; torcemos para que suas batalhas sempre se desfechem em vitórias e que sejam profissionais de sucesso. Com toda essa ânsia em vê-los “grandes” e crescidos na vida adulta, acabamos por influenciá-los em optar por uma profissão que acreditamos ser a melhor para eles.

Precisamos ajudá-los a se identificarem com uma atividade e não apenas cobrá-los por não terem certeza do querem “ser quando crescer”. O jovem adolescente ainda é muito imaturo para optar, seu nível de conhecimento sobre si próprio ainda está em evolução. É natural que esta imaturidade exista durante a adolescência, pois adquirimos maturidade com o conhecimento adquirido e com as experiências profissionais e pessoais vividas.

“Quando não se tem autoconhecimento suficiente para saber o que se quer da vida, as escolhas acabam sendo pouco assertivas e, somado ao desconhecimento das atividades profissionais, as consequências podem ser frustrantes no futuro”, finaliza Viviane Guerra.

Texto publicado em http://sonianogueira.com.br/profissao-na-adolescencia/ , 08/01/2018 as 17h09.

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